Como funciona a Taxa de Evolução de Obra na prática?
Para entender a taxa de evolução de obra, primeiro precisamos entender como o banco protege o seu dinheiro.
Imagine que você contratou um pedreiro para fazer uma reforma grande na sua casa. Você pagaria o valor total do serviço à vista, antes mesmo de ele colocar o primeiro tijolo? Provavelmente não. O mais seguro é pagar por etapas: fez a fundação, recebe uma parte; levantou as paredes, recebe outra.
No financiamento de imóveis na planta (o chamado crédito associativo), o banco faz exatamente a mesma coisa com a construtora. Ele não entrega o dinheiro do seu financiamento de uma vez só. O processo funciona num ciclo mensal muito rigoroso:
1. O Dinheiro fica "Reservado"
Quando você assina o seu financiamento com o banco, o valor total que você pegou emprestado fica guardado e garantido em uma conta. O crédito é seu, mas a construtora ainda não pode tocar nele.
2. A Vistoria do Engenheiro (A Medição)
Todos os meses, o banco envia um engenheiro de confiança e imparcial até o canteiro de obras. A missão dele é verificar o que realmente foi construído naquele mês. Ele avalia se a fundação terminou, se a alvenaria subiu, se a parte elétrica começou, etc.
3. O Repasse (A Liberação da Verba)
Com o relatório do engenheiro em mãos atestando que, por exemplo, a obra avançou 5% naquele mês, o banco vai até aquela sua conta onde o dinheiro estava reservado e repassa exatamente 5% do valor para a construtora.
4. A Cobrança da sua Taxa
É aqui que você entra! O banco só cobra os juros de obra sobre o valor que ele já repassou para a construtora, e não sobre o valor total do seu imóvel.
No começo da obra: O banco repassou muito pouco dinheiro, então a sua taxa de evolução de obra é bem baixinha.
No meio da obra: O prédio já está na metade, o banco já repassou um volume maior de dinheiro, e a sua taxa acompanha esse crescimento.
Na entrega das chaves: O banco repassa os últimos centavos, o prédio está 100% concluído, a taxa de evolução de obra acaba e você começa a pagar a parcela normal do seu financiamento.
Destaque: Geralmente, a Caixa (e outros bancos) possui uma regra de segurança: o banco retém os últimos 10% a 15% do dinheiro do repasse. Ou seja, esse valor final só é liberado para a construtora quando sai o Habite-se da prefeitura e ocorre a "Averbação da Construção" e a "Individualização das Matrículas" no cartório. Então na grande maioria dos casos a sua parcela dificilmente costuma passar o teto de 85% do valor final da parcela.
Quais as vantagens de comprar um imóvel com evolução de obras?
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Garantia de Entrega do Imóvel:
A maior vantagem desse formato é a segurança. Como o banco é quem financia e repassa o dinheiro, ele exige a contratação do Seguro Garantia de Término de Obra. Isso significa que, mesmo que a construtora enfrente problemas, o banco assume e garante que o seu imóvel será construído e entregue.
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Fiscalização Rigorosa da Qualidade e Prazos:
O dinheiro só é liberado para a construtora se a obra estiver andando conforme o cronograma e com os padrões de qualidade exigidos pelas vistorias mensais. Você ganha um fiscal cuidando do seu patrimônio.
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Condições de Financiamento Congeladas:
Ao assinar o contrato na planta, você garante a aprovação do crédito e a taxa de juros do momento da assinatura.
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Adaptação Financeira (Parcelas Crescentes):
Como a taxa é proporcional ao que foi construído, os primeiros meses costumam ter valores mais baixos. Isso dá um "respiro" financeiro para o comprador se planejar.
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Alto Potencial de Valorização:
Imóveis na planta têm preço de lançamento mais atrativo. Até a conclusão da obra, o imóvel pode valorizar até 30%, criando patrimônio imediato.
Comprar na planta é uma das formas mais eficientes de conquistar o seu primeiro imóvel, desde que você tenha a assessoria correta.
Aqui na MOVI Negócios Imobiliários, somos especialistas em crédito associativo e acompanhamos você em cada etapa da compra do seu imóvel em toda região da Grande São Paulo, garantindo transparência e segurança do início ao fim.